




Parece que a farra das academias e farmácias em Criciúma começou a acabar. Depois de uma verdadeira invasão, com unidades brotando em praticamente toda esquina e ocupando os pontos mais nobres da cidade, o mercado começa a dar sinais de que não comporta tanta gente disputando o mesmo cliente.
Na última semana, duas academias fecharam as portas. E, para completar o sinal de alerta, uma farmácia instalada na região central já anunciou que deverá encerrar uma de suas unidades.
Durante meses, Criciúma ganhou praticamente o título informal de capital catarinense das farmácias e academias. Era uma nova unidade atrás da outra. Algumas ruas chegaram a concentrar várias marcas concorrentes praticamente lado a lado.
A enxurrada também fez a alegria dos donos de imóveis. Esquinas valorizadas, aluguéis nas alturas e proprietários comemorando contratos que pareciam garantir uma renda gorda por muitos anos.
Só que o mercado, como sempre, cobra a conta.
Com oferta demais e consumidores de menos para tanta academia e tanta farmácia, começa agora o movimento inverso: portas baixando, placas de “aluga-se” voltando a aparecer e aquela dúvida incômoda para quem apostou todas as fichas no filão.





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