




Quatro dias depois de comandar a festa de aniversário de uma milionária criciumense, em uma celebração fechada para familiares e amigos em Joinville, o cantor Alexandre Pires voltou ao noticiário — desta vez bem longe dos holofotes da alta sociedade.
O artista, que mantém residência em Itapema, no litoral Norte de Santa Catarina, foi alvo da segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e crimes relacionados à comercialização de minério, incluindo cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami.
A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores. A defesa de Alexandre Pires afirma que a relação profissional do cantor com o empresário investigado se limitava à intermediação de shows.
Na semana passada, porém, era outra cena: Pires estava em Joinville, cantando para um seleto grupo de convidados em uma festa milionária que reuniu nomes da sociedade criciumense.





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