




Santa Catarina, historicamente dominada por forças de direita e sem nunca ter elegido um governador do PT, começa a assistir a uma movimentação da esquerda que já provoca desconforto entre os mais conservadores. O segundo turno das eleições deixou claro que o petismo está disposto a ocupar espaços cada vez mais visíveis no Estado.
Em Criciúma, os números chamaram a atenção. Lula saltou de 27.729 votos no primeiro turno para 35.994 no segundo. E, pelo visto, não foi só nas urnas que o vermelho ganhou força. Até petistas que sempre preferiram a discrição, daqueles que ficavam em cima do muro e mantinham a bandeira vermelha bem escondida no guarda-roupa, resolveram sair da toca, colocar a cara na rua e comemorar publicamente a vitória do presidente.
Mas o que realmente movimentou os bastidores foi a presença de rostos conhecidos na mobilização. Gente que circula nos ambientes mais tradicionais da sociedade criciumense e que, até então, mantinha suas preferências políticas longe dos holofotes resolveu deixar a discrição de lado e mostrar de que lado está.
Nas rodas sociais, o assunto promete render. Afinal, em uma cidade onde todo mundo conhece todo mundo, certas manifestações acabam revelando muito mais do que uma simples preferência eleitoral.
E, pelo visto, a lista de surpresas está apenas começando. Há quem diga que ainda vem muita revelação por aí, daquelas capazes de deixar muita gente de queixo caído.
Como diria o comentarista Paulo Coutinho: “Não me apertem que eu conto!”





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