O Criciúma Esporte Clube vive um momento de forte pressão financeira — e o alerta já chegou aos bastidores mais decisivos do clube. O déficit crescente foi um dos principais motivos que levou o Conselho Deliberativo a se reunir na noite desta quarta-feira, na sede da Associação Empresarial de Criciúma.
Os números ajudam a explicar o clima de preocupação. Hoje, o Tigre opera com um custo mensal na casa dos R$ 6,5 milhões, mas arrecada abaixo disso. Resultado: a conta não fecha e o prejuízo se acumula mês a mês.
No trimestre, o cenário ficou ainda mais evidente. Apesar de arrecadar R$ 13,9 milhões — acima dos R$ 10 milhões previstos —, o clube viu as despesas dispararem para R$ 18,1 milhões, muito além dos R$ 11,5 milhões orçados. Um salto que representa 156% do planejado.
O principal impacto vem do futebol profissional, que sozinho consumiu mais de R$ 13,3 milhões no período, bem acima dos R$ 8 milhões previstos. Outros setores, como o futebol de base e o patrimônio, também estouraram o orçamento e ajudaram a ampliar o rombo.
Na prática, o Criciúma gasta mais do que pode — e mesmo quando arrecada mais, não consegue equilibrar as contas. O encontro do Conselho nesta quarta-feira foi, acima de tudo, um sinal claro: a situação exige respostas rápidas. Sem ajuste, o risco deixa de ser apenas financeiro e passa a ameaçar o planejamento esportivo do clube.