Não é um bom momento para tentar reunir na mesma mesa, a Associação de Moradores do Pinheirinho, os vereadores de Criciúma e o prefeito Vaguinho. O clima é de tensão — e crescente.
Os moradores do bairro estão revoltados com a falta de diálogo por parte do poder público. Segundo eles, problemas antigos vêm se agravando, principalmente com o aumento no número de pessoas em situação de rua e usuários de drogas. A estimativa já passa de 80 pessoas ocupando diferentes pontos do bairro.
A comunidade relata insegurança e abandono. E o que mais incomoda, além da situação em si, é a dificuldade de ser ouvida.
Recentemente, moradores chegaram a fechar a Avenida Centenário em protesto. Tentaram também falar com o prefeito, mas não conseguiram sequer acesso ao gabinete. Como se não bastasse, ainda foram impedidos de usar a tribuna da Câmara de Vereadores para expor a situação e pedir providências.
Na prática, o recado que fica para quem vive no Pinheirinho é simples — e irônico: o problema cresce, o pedido de ajuda também… mas a porta segue fechada.