Mansão de Jarvis vai a leilão por R$ 25 milhões e acende disputa entre construtoras em Criciúma

O desfecho de um dos inventários mais longos da história recente de Criciúma ganha novos contornos e eleva a expectativa do mercado imobiliário local. A mansão do empresário e ex-deputado Jarvis Gaidzinski, falecido em 2002, será levada a leilão com lance mínimo de R$ 25 milhões — agora cercada por uma disputa silenciosa entre três grandes construtoras interessadas no valioso terreno. Localizado na Praça do Congresso, no coração da cidade, o imóvel é considerado uma das áreas mais nobres e estratégicas ainda disponíveis na região central. O leilão será realizado de forma eletrônica, com duração de 90 dias, sob responsabilidade do leiloeiro Lúcio Ubiali. O edital foi publicado nesta semana e já movimenta os bastidores do setor, com especulações sobre projetos de alto padrão que podem ocupar o espaço. O acordo entre os herdeiros, mediado pelo advogado Humberto Feldman, também pavimentou o caminho para o encerramento do processo. A viúva, que reside no imóvel desde a morte de Gaidzinski, terá direito a cerca de R$ 2 milhões do montante arrecadado, enquanto o restante será dividido entre os oito herdeiros. Com cifras milionárias, localização privilegiada e o interesse direto de grandes players da construção civil, o leilão não apenas encerra um capítulo iniciado há quase 24 anos, mas pode também redefinir o futuro urbanístico de um dos endereços mais emblemáticos de Criciúma.

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