Criciúma e Içara estão entre as cidades catarinenses alvo da Operação Apakani, megaoperação da Polícia Civil que investiga uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro responsável por movimentar mais de R$ 21,3 milhões.
A ofensiva, realizada nesta quinta-feira, mobilizou cerca de 300 policiais civis em quatro estados e resultou, até o momento, na prisão de 26 pessoas. Em Santa Catarina, também foram cumpridas diligências em Criciúma, Balneário Rincão e Lauro Müller.
Segundo as investigações, os integrantes da organização ostentavam uma vida de luxo e utilizavam imóveis de alto padrão em áreas nobres para dar suporte às atividades criminosas. Uma rede com pelo menos 21 empresas — entre reais, de fachada e fantasmas — foi identificada como peça-chave no esquema de movimentação e ocultação dos recursos.
Os investigados utilizavam ainda mecanismos sofisticados para dificultar o rastreamento do dinheiro, como depósitos fracionados, triangulações bancárias.
Com foco na asfixia financeira da organização, a Justiça determinou o bloqueio de 58 contas bancárias e o sequestro de 14 veículos. O montante movimentado pelos investigados ultrapassa R$ 21 milhões durante o período apurado.