Fortunas dos cartórios entram na mira da Alesc

Uma das poucas áreas imunes à crise econômica, os cartórios extrajudiciais voltaram ao centro do debate em Santa Catarina. Discretos, seus titulares acumulam patrimônios milionários, com imóveis entre os mais valorizados — além de participação em bens de alto luxo, como fazendas, mansões, jatinhos e helicópteros. Criciúma é um dos exemplos desse cenário. De olho nesse crescimento, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina intensificou, em 2026, a fiscalização sobre o setor. Liderados pelo deputado Ivan Naatz, parlamentares articulam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis abusos nas cobranças. Levantamentos apontam que os custos dos serviços cartoriais podem ter subido até 349% entre 2018 e 2024, o que gerou forte reação. Além disso, propostas recentes de reajuste na tabela de emolumentos, encaminhadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, aumentaram ainda mais a pressão sobre o setor. A iniciativa busca apurar supostas irregularidades e discutir valores considerados desproporcionais, colocando um dos segmentos mais lucrativos — e historicamente menos expostos — sob os holofotes do Legislativo catarinense.

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